sábado, 2 de abril de 2011

formatando sonhos
 inserindo afetos
faces estranhas
ganhando significado

amores intensos
partindo

dias e noites iguais
a tristeza
se despedindo de mim

apagando
com muito cuidado
cheiros e sentidos
gostos e momentos
que 
me prenderam
ao passado

e como é difícil
controlar o coração...

o pulsar acelerado
as lembranças que lutam
com a razão

ah...
quanta saudade
mas não há espaço
para ela em mim

libertando lamentos
desatando os nós
que há muito
me servem de algema

semeando atitudes
e deixando de lado
todos os resquícios
do que um dia
eu jurei para sempre
amar

e volto para 
antigos preceitos
velhos conceitos
de ilusão

por onde viaja meu coração... eu nem sei
enquanto trabalho dobrado
e travo severa luta
comigo

de que são feitas
as despedidas

se elas se perpetuam
e qual filme antigo
repetem a mesma
fala
sem sentido

cultivando valores
procurando abrigo
das dores que assolam
meu mundo

disciplino meu pensamento
e se me distraio
por um momento 
volto correndo para ti...