domingo, 7 de novembro de 2010

eu te quis de verdade,
mas a vaidade
minha...sua...nossa...
escreveu caminhos diversos
onde a gente não iria mais se
encontrar
eu já tive tanto para te falar
mas,
as palavras se perderam no tempo
e,
assim passou o momento
só restando enfim
a lembrança
eu,
que já tive tanta esperança
agora me sinto cansada
já andei tão longa estrada
mas,
sempre à margem do que eu sonhei
e eu tantas vezes chorei
em cada lágrima
um pedaço do “nós”
já desfeito
e agora,
vem em meu peito
só o vazio tão grande
que ficou
foi por “amor”
...eu sei...
mas,
em cada ferida aberta
um pedaço do nosso sonho
morria
a gente
chorava...sorria...
sem perceber que nossa
história
pouco a pouco...partia
e foram tantas despedidas
tristes...doloridas...
tantas coisas poderiam ter sido
evitadas
por “amor”
a gente ficou na estrada
e nem viu ao certo
quando afinal
tudo em nós...acabou...!!!
não me roube de mim... eu sou tudo que eu tenho você não sabe de onde eu venho... nem me pergunte porque... eu sou aquela que da tempestade nasceu tão frágil e medrosa mas ninguém percebeu... sou fruto da loucura e do medo eu surgi não me pergunte por mim eu estou sempre em construção ando por mundos de solidão tentando somente...entender... o que dói tanto e o que faz doer... quando eu escolhi sofrer... eu não sei... é sem querer mas, não me roube de mim... eu luto muito para me encontrar não me espere voltar... eu não conheço o caminho e me perdi nos espinhos de uma ilusão... eu que atraio raios e me apaixono sempre por quem já está indo... eu que nunca entendi o amor.. e vivo tentando encontrar... um jeito suave...de amar ainda vivo uma história sem fim e de algum lugar da eternidade precisei de muita coragem para voltar... não me roube de mim meu caminho é maior do que eu queria é solitário andar no imaginário mas desenterrar fantasmas é minha missão eu busco sempre o perdão mas nem sei mesmo porque apenas escolhi viver desmanchando nós que não sei se amarrei espalhando um perfume que nunca senti muitas vidas percorri e só agora me achei... te peço, enfim... não me roube de mim...
"... é preciso chuva para florir..." (Almir Sater)
A gente sempre tem medo dos momentos de solidão, daqueles momentos em que a alma se cansa de tudo e precisa de silêncio...precisa de casulo para se reconstruir....
É bem mais fácil ocultar até da gente mesmo os sentimentos do que olhar de frente o que nos amedronta e aceitar...é necessário aceitar...
que às vezes, a gente também dá adeus à quem ama, mesmo com o coração doendo, com os olhos embaçados...mas é preciso aceitar...que ama...que não dá certo...que não é o que a gente queria...somente assim existe a real possibilidade de continuar seguindo em frente...
quando a gente se olha de frente e aceita a imperfeição...aquela característica que tanto incomoda...aquele sonho que é somente isso...um sonho...
que é necessário desprender-se dos laços, correr das amarras da alma...tão difícil...
que às vezes é necessário renunciar...tão doído renunciar a algo que pulsa dentro da gente, como fogo, como um grito que impossibilita ouvir outras vozes...
as correntes da alma podem aprisionar uma vida...se a gente deixar...
mas como saber...
como entender o que aprisiona o que sufoca e o que liberta...eu não sei...
é preciso chuva para florir!!!!
...como se as lágrimas regassem a primavera da vida e trouxessem o doce doce aroma das flores para dentro do coração...
...como se o choro fosse a chave das grades que me prendem nessa prisão (dentro de mim)...
...porque a pior prisão do mundo é o sentimento...quando a alma se torna escrava de uma coisa qualquer...
... quando os sonhos de uma vida inteira de repente se tornam obscuros e sem sentido, pelo simples fato de não se encaixarem nas vontades dominadoras de um querer...
eu não sei...tá tendo uma tempestade dentro de mim...e ainda que eu tente me proteger...os respingos me ferem e então tenho vontade de me molhar... mas eu sei que é preciso continuar...e esperar que o dia novamente floresça...paciência...
...porque toda tempestade é passageira e as construções que eu já edifiquei são mais fortes do que eu pensei...me protegem até de mim e me permitem aos poucos seguir...e esperar novamente a primavera...mesmo que o inverno esteja forte...e o frio alcance meu coração...hoje! mais uma vez...eu digo NÃO...e permito que a chuva passe...que lave meu coração...despenteie minha alma...e momentaneamente...me torne insana...doente de qualquer vontade...
...ainda assim...tenho coragem de prosseguir...
...eu, que já fui filha do vento...amiga das tempestades...eu que já andei à vontade no caos...
...hoje, só quero a paz silenciosa do alvorecer...hoje...só quero esquecer...e novamente recomeçar...alguém já disse, eu sei...todo fim é um recomeço...e é tão bonito ter de novo a chance de escolher...de amar...de conhecer...de deixar partir...quando já não há espaço para ficar..então vá...porque já é tarde e minha passagem está no fim...eu quase fiquei...mas sou viajante...e meu porto é mais ali...livre de tudo, sigo dançando na vida...porque eu vim aprender...desmanchar nós e viver...