terça-feira, 26 de julho de 2011

teu amor foi doce
em meio aos furacões do meu
viver

com a pureza
que é típica de ti
eu conheci
um sentimento
sem restrições

em outros braços
perdi o juízo
e por perder os sentidos
eu me perdi também

teu amor foi sempre além
foi me encontrar
onde eu havia caído

e
mesmo me vendo
cega por um outro olhar
teu amor foi me buscar
e me lembrar
de onde vim

e por ver-te  amar em demasia
por um segundo acreditei na
fantasia de um recomeço
foi sem querer

eu nunca quis magoar você
e a essência suave do teu sentimento

hoje, 
lamento não ter
entendido
e num mundo secreto me
perdido

e eu nunca mais me encontrei
por inteiro

um amor passageiro 
eu sei...
por vezes te ouvi dizer
só fantasia
de um tempo de luta

mas devastou cada
pedaço vivo de mim
derrubou minhas crenças
e me mostrou
o gosto amargo
da desilusão

eu,
que fui só ousadia
me vejo presa
em uma lembrança

e como seria fácil
voltar para a segurança
do teu abraço

deixar que você
guiasse meus passos
de volta pra aquela
que eu fui um dia


relembrar um tempo 
com flores e dia dos
namorados
jantar inventado
de uma data
qualquer

mas
a quem é dado o direito
de apoiar-se 
nas dores de um 
outro alguém
o amor não pode ser muleta
não pode ser usado como 
casulo 

então
eu me anulo
...e te libero...

vai  viver

vá...
não fique esperando
eu não sei mais onde estou

minhas lutas são tão particulares
tão internas
que nem consigo
vislumbrar
um caminho

você precisa ir
sozinho 
ao encontro
de um outro amor

um alguém que perceba
a leveza do teu sorriso
que veja beleza
na tua ideologia

que entenda tua luta diária
não ria da tua batalha
por um mundo melhor

vá 
e diga à nossa história
que eu a terei na memória
e sempre me
lembrarei
de nós dois

não deixe nada para depois
viver é um segundo a mais
e olhar para trás
é olhar
o que já acabou

e não há nada mais triste
que viver num
tempo que não mais
existe
isso eu sei

eu ainda ando perdida
tentando encontrar a saída

minha alma pesa
como pesa a solidão

eu ainda tento me
perdoar
por ter-me
deixado encantar
nas margens do rio

...



eu sou
sou filha do vento
se desmorono
choro até 
que as lágrimas 
joguem para fora
de mim
o medo

depois recomeço
viro o inverso
escrevo versos
e me vou

sou viajante do tempo
e se desespero
grito 
calo
canto e
me reinvento

a partir do nada
e o nada
é o limite

meu eu não admite
a dor de ficar 
prostrada

eu aceito!
vivo na estrada
e enterrar fantasmas
é minha missão

eu ando nas nuvens
e tenho sonhos
infantis

e eu sempre
sorrio
até que começo
a chorar...

é um pranto silencioso
remexe todas as
mazelas 
do meu coração

se escrevo
sobre tristezas
se sempre
te conto do que
me falta

ah!
não 
acredites em tudo

eu misturo  presente
e passado
e me revolto com
o que não 
entendo

se me vejo sempre
sozinha
caminhando no imaginário

não te culpes!

esse é o cenário do 
meu viver...

eu existi
muito antes de você

e minha estrada é bem
maior do que podes
acompanhar

eu
sou pedaço de poesia
esperando o momento
de 
completar

mais um verso
mais uma estrofe
qualquer de canção

eu sou meio anjo
meio bruxa
e
só sobrevivo
em meio às fantasias
que me permeiam

não me olhe no espelho
meu reflexo ainda
é só um borrão

ando por mundos
distintos
nuns eu cresci
noutros tive 
que morrer

e
me recolhi para
renascer
sem qualquer vestígio
do que outrora
fora eu...

apenas você
não percebeu
que eu já havia ido 
embora
antes mesmo
que você pudesse 
entender

quando eu ainda jurava
amor
só restavam
lembranças
pedaços
destroçados
de algo
que não vi
quando acabou...