quarta-feira, 29 de junho de 2011

em dias de luta
dias de solidão
olhe para o céu
ele não cobra
nenhuma explicação...

somente 
serve de manto
encobrindo os segredos
do universo

placidamente
cumpre a parte que
lhe foi incumbida
sem questionar porque
existe o mistério da vida...

em dias de angústia
dias de confusão
olhe para o rio

ele mansamente 
alimenta o mundo
serve de berço
para as espécies
que lhe foram
doadas pelo
Deus pai

seus encantos e
mistérios
encobertos pelo
véu de suas águas
perpetuando a 
existência

em dias de turbulência
olhe para a montanha
que permanece firme
à passagem do tempo

observa tudo mudar
ao redor
mas,
como é rochedo
permanece intacta
sem se abater
apesar de estar
só...

em dias de tempestade
olhe a fúria do vento
veja o quão é 
destrutivo 
se desestruturar

ela nasce do acúmulo
é o choro da natureza
que já não tem a
certeza
onde é seu lugar...

em dias de insegurança
olhe para si

feito à imagem e semelhança
de quem o criou
espelho do amor 
da vida
pedaço do criador

em dias de calmaria
olhe para o pai de
toda a existência

ele sempre espera
com paciência
que um filho seu
venha lhe abraçar...