eu...vento...
perdida em pensamentos
por vezes sou brisa suave a acariciar a face do amor
noutras...tempestade que invade
e até mata
escorraça
quem vier....de onde for
eu...pingo de chuva
gota de molhada ternura
e frescor
mas se choro...
me transformo
em dilúvio de tristeza...e dor
eu...pedaço de terra acidentada
arando e plantando bem devagar
para vencer minha estrada
mas,
se desequilibro...sou terremoto
estremeço meu mundo
abro fendas
e
num segundo
me vou
eu...árvore florida
cheia de vida e cor
mas se me calo...se me podam crescer
eu me recuso a viver
jogo minhas folhas no chão...
viro tronco e raiz
sobrevivo sempre...por um triz
para me refazer...
eu...pedaço da noite
só um palco
para o astro brilhar
mas,
se me afugento
lamento,
o dia chega para ofuscar
eu... canção inacabada...
escrevo um verso por vez
e se me apagam
mesmo sendo borrão
ainda assim...ouvirão...
a melodia do meu viver...
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