há culpa de alguém...
eu não sei...
se era previsível
esqueci de questionar...
mas,
foi sincero
sine-cera
como diriam os romanos
“puro
sem quaisquer
retoques”
límpido e sem
maldade
quem poderia julgar...
o amor não
pergunta
se há certo
ou errado
vem
muda conceitos
de uma vida inteira
dispõe vidas
enlouquece
quem o desafia
à luz do direito
poderia então
arder em meu peito
um fogo tão
alto assim...
é justo imputar
sofrimento
devolver para mim
o resultado do
que eu escolhi...
eu não sei...
mas eu
vivo noites e dias
num tribunal íntimo
que perpetua meu julgamento
e antes mesmo
de ser condenada
já cumpro a pena
que me encarcerou
no passado
de onde relembro
cenas
de uma história
que só existiu
dentro de mim...
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