domingo, 17 de abril de 2011

olho para você dormindo
mas
o você que eu tanto
amei
partiu

o você a quem
dediquei um amor
de adoração

a quem entreguei 
verdadeiramente meu coração

se perdeu
na imensidão
do tempo

e tua face
antes tão querida
só me mostra
 o quanto é surpreendente
a vida

o quanto o amor
é efêmero e precisa
do alimento certo
para sobreviver

quando foi que tudo se perdeu...
eu não sei

talvez,
em meio às lágrimas de 
incompreensão
nos momentos de solidão
conjunta

eu não sei...

quem sabe
nos instantes em que
eu precisei do teu 
abrigo

e em meio ao meu conflitos
percebi que
teu afeto
sempre foi
uma prisão

que 
teu carinho era sempre
um tipo de coação
a me ferir

não
não mais
tens o poder de
me levar para o inferno

e olhando para você
quase nem consigo lembrar
tua feição
tal é a distorção
com que te vejo

não
tua voz já não me causa
aquela alegria de outrora
quando um simples sorriso
era um grande alívio
para mim

e então me pergunto
como um grande amor
pode simplesmente 
morrer por inanição

pode perecer na triste
confusão
do desencontro

...adeus...

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