segunda-feira, 16 de maio de 2011

ah...
o vento da vida
doce
forte
sem saída

nos leva por caminhos
diversos dos
sonhos 
que foram sonhados

eu quis a vida ao
lado daquele que foi
meu soldado de chumbo

mas parti 
e longe
conheci um amor
que nunca soube existir

...chorei...

senti dor tão forte
que perdi o norte
e sem rumo algum
fiquei

e em cada lágrima sentida
questionei minha vida
e
meu pranto foi
como um canto
um manto
para
aquecer minha alma
sem direção

são tantas lembranças
que eu fico confusa
meio perdida no tempo
 passou então o momento
...se foi...

será o amor
uma profusão capaz
de atormentar e 
ferir

ou então 
só uma doce brisa
acalentando a alma
até do que não pode
ficar

tive a vida devastada
por algo que nem
vi quando nasceu

e hoje percebo
resquícios claros
daquele primeiro sentimento
que me ensinou
a sonhar

eu tinha tanto para te falar
mas hoje
quando olhei nos 
olhos teus
eu tive medo do adeus
e calei

eu quis te dizer
mas não consegui expressar
teu sorriso meigo
familiar
me comoveu

tua voz tão conhecida
do meu coração
me chamou novamente à
razão

ver você chegar
quando estava tão presente 
em meu pensamento

me fez recordar os momentos
mais sublimes de nós dois

...e se não houver um depois...

terei eu então
novamente falhado
não contei que ao seu lado
repensei

e
eu nunca então irei te contar....
guardarei todo o sentido

não é justo que seja assim

hoje percebo em mim
as mil faces do amor


eu já vivi a intensidade
de um furacão
percorri todo o caminho 
da solidão
sem nem saber o que 
estava acontecendo

vi
morrendo
todos os meus sonhos de 
menina 

mas
com você
consigo vislumbrar
aquela que te fez amar
e se entregou

quando você relembra
o que não sabe mais dizer
eu vejo refletido em você
àquela menina que
um dia amou

ela se foi
e eu nem sei
por onde  tem andado

mas, 
quando estou a seu lado
um pouco dela
volta correndo
para mim...

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