segunda-feira, 26 de setembro de 2011

...não tires teu olhar do meu...
não finjas que estou ausente...
esse mesmo olhar, já me fitou
...de frente...


me segredando a essência
que é o cerne de sua existência
feito menino carente
esse olhar para mim...foi transparente...


não me condenes agora
à uma despedida 
indesejada


de repente...
sinto uma angústia 
desconhecida...
uma tristeza inesperada...


se me negas um olhar...
um sorriso
perco o rumo
e o tudo que a gente viveu
em tão pouco tempo...
...perde o sentido...


insistes em um silêncio
que me foge a interpretação
como um muro me isolando do
teu mundo
como uma barreira invisível
...um sonho possível...
que
escapou de minhas mãos...
feito areia no deserto
tão perto!
e tão impossível para mim...


me condenas, então!
sem que possa me defender...


ato jurídico nulo...
sentença eivada de vícios...
me ensinas direito?
ah!
esquecestes os preceitos que
me fizeram aproximar...


e agora...
me negas um olhar...
esse olhar doce que enxergando
um abismo profundo
me resgatou de um outro mundo...
...conseguiu me alcançar...

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