...basta-me então,
as mazelas de dentro
(dentro de mim)
o externo é pequeno e confuso
se comparado às reformas que
se movimentam em minhas crenças...
basta-me então...
ignorar a confusão geral que me cerca
já que em meu coração
nasceu um juiz, um filósofo e um
morador de rua...
atuando cada um na sua missão...
resvalando uma ilusão
que não me serve...
basta-me então
deslembrar que as chuvas chegaram
e o frio cortante
de solidão espalhado no mundo e refletido
nas faces estranhas...
melhor esquecer...pois
em minhas entranhas
uma nova ordem está sendo firmada
amores bandidos deixados na estrada
e um novo reflexo
ainda borrado
luta lado a lado com minha razão...
foi-se minha ilusão
e àquela velha inocência
de menina do interior
...brigam agora...
um lobo e um cordeiro...
às avessas da realidade...
ambos querendo partir...
fugir da responsabilidade
de habitar em mim...
assim...
...basta-me...
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