terça-feira, 26 de julho de 2011

eu sou
sou filha do vento
se desmorono
choro até 
que as lágrimas 
joguem para fora
de mim
o medo

depois recomeço
viro o inverso
escrevo versos
e me vou

sou viajante do tempo
e se desespero
grito 
calo
canto e
me reinvento

a partir do nada
e o nada
é o limite

meu eu não admite
a dor de ficar 
prostrada

eu aceito!
vivo na estrada
e enterrar fantasmas
é minha missão

eu ando nas nuvens
e tenho sonhos
infantis

e eu sempre
sorrio
até que começo
a chorar...

é um pranto silencioso
remexe todas as
mazelas 
do meu coração

se escrevo
sobre tristezas
se sempre
te conto do que
me falta

ah!
não 
acredites em tudo

eu misturo  presente
e passado
e me revolto com
o que não 
entendo

se me vejo sempre
sozinha
caminhando no imaginário

não te culpes!

esse é o cenário do 
meu viver...

eu existi
muito antes de você

e minha estrada é bem
maior do que podes
acompanhar

eu
sou pedaço de poesia
esperando o momento
de 
completar

mais um verso
mais uma estrofe
qualquer de canção

eu sou meio anjo
meio bruxa
e
só sobrevivo
em meio às fantasias
que me permeiam

não me olhe no espelho
meu reflexo ainda
é só um borrão

ando por mundos
distintos
nuns eu cresci
noutros tive 
que morrer

e
me recolhi para
renascer
sem qualquer vestígio
do que outrora
fora eu...

apenas você
não percebeu
que eu já havia ido 
embora
antes mesmo
que você pudesse 
entender

quando eu ainda jurava
amor
só restavam
lembranças
pedaços
destroçados
de algo
que não vi
quando acabou...

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