eu sou
sou filha do vento
se desmorono
choro até
que as lágrimas
joguem para fora
de mim
o medo
depois recomeço
viro o inverso
escrevo versos
e me vou
sou viajante do tempo
e se desespero
grito
calo
canto e
me reinvento
a partir do nada
e o nada
é o limite
meu eu não admite
a dor de ficar
prostrada
eu aceito!
vivo na estrada
e enterrar fantasmas
é minha missão
eu ando nas nuvens
e tenho sonhos
infantis
e eu sempre
sorrio
até que começo
a chorar...
é um pranto silencioso
remexe todas as
mazelas
do meu coração
se escrevo
sobre tristezas
e
se sempre
te conto do que
me falta
ah!
não
acredites em tudo
eu misturo presente
e passado
e me revolto com
o que não
entendo
se me vejo sempre
sozinha
caminhando no imaginário
não te culpes!
esse é o cenário do
meu viver...
eu existi
muito antes de você
e minha estrada é bem
maior do que podes
acompanhar
eu
sou pedaço de poesia
esperando o momento
de
completar
mais um verso
mais uma estrofe
qualquer de canção
eu sou meio anjo
meio bruxa
e
só sobrevivo
em meio às fantasias
que me permeiam
não me olhe no espelho
meu reflexo ainda
é só um borrão
ando por mundos
distintos
nuns eu cresci
noutros tive
que morrer
e
me recolhi para
renascer
sem qualquer vestígio
do que outrora
fora eu...
apenas você
não percebeu
que eu já havia ido
embora
antes mesmo
que você pudesse
entender
quando eu ainda jurava
amor
só restavam
lembranças
lembranças
pedaços
destroçados
de algo
que não vi
quando acabou...
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