quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

eu...vento...

perdida em pensamentos

por vezes sou brisa suave a acariciar a face do amor

noutras...tempestade que invade

e até mata

escorraça

quem vier....de onde for

eu...pingo de chuva

gota de molhada ternura

e frescor

mas se choro...

me transformo

em dilúvio de tristeza...e dor

eu...pedaço de terra acidentada

arando e plantando bem devagar

para vencer minha estrada

mas,

se desequilibro...sou terremoto

estremeço meu mundo

abro fendas

e

num segundo

me vou

eu...árvore florida

cheia de vida e cor

mas se me calo...se me podam crescer

eu me recuso a viver

jogo minhas folhas no chão...

viro tronco e raiz

sobrevivo sempre...por um triz

para me refazer...

eu...pedaço da noite

só um palco

para o astro brilhar

mas,

se me afugento

lamento,

o dia chega para ofuscar

eu... canção inacabada...

escrevo um verso por vez

e se me apagam

mesmo sendo borrão

ainda assim...ouvirão...

a melodia do meu viver...

sábado, 4 de dezembro de 2010

NÃO CHORA...
DE REPENTE TUDO PODE ACONTECER...
NÃO SE FECHE AGORA
UM AMOR MORRE PARA OUTRO NASCER
É TRISTE
MAS,
QUANDO TUDO SE ACABA
RESTAM MOMENTOS PARA RECORDAR
PEQUENOS INSTANTES DE ILUSÃO...
MAS,
SÓ VEJO SOLIDÃO NO TEU OLHAR
AS PALAVRAS PERDEM O SENTIDO
SE QUERES UM OMBRO AMIGO
AQUI ESTOU
PODES ATÉ NEM ME VER...
EU SEMPRE AMEI VOCÊ...
É SÓ...UMA OUTRA FORMA DE AMOR...
E SE EU MORRI NA TRANSFORMAÇÃO
ME BUSQUE EM UMA CANÇÃO
PARA RECORDAR
QUE MESMO MUITO LONGE
UM PEDAÇO MEU
SEMPRE VOLTA PARA TE ENCONTRAR...
EU NÃO QUERIA NUNCA TE VER CHORAR
E NÃO QUIS QUE FOSSE ASSIM...
VÁ...
SIGA EM FRENTE
E NÃO ESQUEÇA DA GENTE
DE UM TEMPO MÁGICO
QUE EM MIM FICOU...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

TENHA CUIDADO COMIGO
eu me transformo
de acordo com o tempo
eu vivo hoje o momento
e tenho ânsia de viver...
a vida inteira me procurei
aos pedaços
em labirintos
pouco a pouco me achei...
mas falta sempre algo
a encaixar...
sou viajante do tempo
quando me prendem
eu paraliso
até que consigo fugir
às vezes não sei onde ir
mas eu vou mesmo assim...
me aprisionas agora e
já começo a querer te deixar...
mesmo que um pedaço meu
sempre grite querendo ficar...
é sempre assim
eu já deixei amores
que um outro alguém
duvidaria
mas eu sou como um dia
cada momento
é a morte e o nascer
de um segundo
eu me dispo
para o mundo
e visto a roupa
que me ocorrer...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

tua ausência fere minha alma
e eu
tenho sede de ti
porque somente assim
consigo sentir
meu corpo fluir
eu nunca sei onde estás...
teu mundo é diverso
teu rumo incerto
só me amas
quando já estou de partida
brincas de gangorra viva
esperas me ver ir
somente para testar se
ainda podes me ter
mas...não me mande embora...
eu posso não voltar desta vez...
ando muito distante de mim
percorri milhas
só para te encontrar...
mas nunca te alcanço
te escondes por todo lugar
e eu me vejo parada
só querendo saber...
...porque...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ana e o Mar...Mar e Ana (Teatro Mágico)
"...todo sopro que apaga uma chama ... reacende o que for para ficar..."

domingo, 14 de novembro de 2010

VOCÊ E SEU RETRATO (Cassiano Ricardo)

Por que tenho saudade de você, no retrato, ainda que o mais recente? E por que um simples retrato, mais que você, me comove, se você mesma está presente? Talvez porque o retrato, já sem o enfeite das palavras, tenha um ar de lembrança. talvez porque o retrato (exato, embora malicioso) revele algo de criança (como no fundo da água, um coral em repouso) Talvez pela idéia de ausência que o retrato faz surgir colocado entre nós dois (como um ramo de hortênsia) Talvez porque o seu retrato mais se parece com você do que você mesma (ingrato). Talvez porque, no retrato, você está imóvel (sem respiração...) Talvez porque todo retrato é uma retratação.

sábado, 13 de novembro de 2010

quem é você

que responde a tudo prontamente

me devolve a paz

que perdi

tão de repente

e me comove

com seu olhar

eu não sei se é hora

de você chegar...

ou se veio tarde.

quando já não há espaço

para que eu possa te amar...

quem é você

que chegou em meio à tempestade

riso manso

olhar que se demora

a partir

sempre tão presente...constante

eu não consigo aceitar

em mim...

tudo é distante

ainda vivo

de lembranças

secretas

e me perco

em um mundo de sensações incertas

eu não sei...

tudo é tão novo para mim

morei sempre em um casulo

sempre à espera de voar...

e agora você vem

e eu não te vejo ficar

porque o passado me prende

e me encanta com sensações

em você

tudo é tão diferente

tão certo

sem dúvidas

ou lamentações

você

que docemente

me abraça

com sua presença

me marca

e eu te vejo pouco a pouco

cansar...

você que já é despedida

mas na partida

sempre me espera

chegar..

não vá...

ou vá...

eu não sei..

se te libero

eu me desespero

com medo de que possas

partir

mas se ficas

um outro pedaço que em mim

habita

terá que ir...

eu não sei...

"Quando há medo de ir embora, é porque vale a pena ficar... Quando não temos medo da despedida, é por que já fomos embora com o corpo presente..."
(Vinicius Queiroz)
tenho medo de ir embora...
mas não sei se há onde ficar
eu sei que lá fora
algo novo me espera
recomeçar...
mas eu tenho medo de
simplesmente ir
e depois chorar a dor
de tudo que não vivi..
mas,
o que ainda há
que possa me prender
não sei...não sei...
não consigo entender!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

...enquanto eu existir...
minha alma que não sei quantas vidas já tem
levará como tesouro cada pedaço dos amores que alimentam
meu viver...
onde quer que eu vá...
sempre haverá em mim o perfume
que se resume em essência dos encontros
de almas irmãs...
sempre estará a lembrança do riso solto
do amor que se manifesta com um olhar simples
banal até...
mas que me encontrará em qualquer lugar
...onde eu estiver...
porque amores tão raros
nunca podem se separar para sempre
em mim...enquanto minha alma pulsar
eu vou lembrar!
dos presentes que Deus concedeu
...o mais belo...
viver essa vida toda ao lado seu...
( para Lua vermelha com todo meu amor)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

...coração na mão...
destino incerto...
sinto em mim...dois caminhos se abrindo
um que chega e outro que está partindo...
e eu...
que não sei onde quero estar...
se vai ... se fica
quantos labirintos minha alma habita...
eu não sei...
o desconhecido me excita...
mas me atormenta até quase à exaustão
o novo quase rouba meu coração...
e me surpreende sem que eu consiga
explicar...
dois caminhos opostos
ah..como eu queria
olhar de fora
e esquecer que
agora
tenho mesmo que decidir
ficar...partir
deixar que o novo me encontre
ou voltar para onde nunca queria ter saído
...não sei...
o velho pede de novo abrigo
mas o novo insiste em
me questionar
ah...
hoje ainda não consigo...