sábado, 26 de novembro de 2011

...pode ser...
que eu vá logo ver-te...mas tenho compromissos 
                                                                    banais...
e que em nosso encontro tu já não me vejas como queiras....
que nesta passageira estrada...eu tenha ficado perdida...
                                                                          ...à margem de mim...
...se não há fim para a existência, que cor ela tem?
...conte-me para que eu possa ir além de qualquer limite...e enfim...te abraçar...
...mas, pode ser...
que eu nunca chegue até você...e
minha história seja eternamente assim (triste)
que eu cante em meus versos para sempre
a miragem de quem não existe...
eu,
que me apaixono por fantasias ...e...me enamoro de quem 
já partiu...
...todos os dias passo o tempo a perguntar...
qual o sentido da vida?...eis que,
 a cada chegada (e partida)
tento entender...para quem sabe...
não mais precisar voltar...!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

e meu mundo encostou no teu
mas tua verdade me feriu
em mil pedaços me partiu
me tornou descrente

eu te dei a mais doce essência que
em mim havia
para você...uma fantasia
alegoria de carnaval

eu me perdi
andei no abismo
e ninguém viu

quando meu mundo caiu
enlouqueci
sim!
mas nunca pelos motivos que
me foram imputados
pois,
ao seu lado,
te dei meu mais puro
sentir

me perdi
e da tua incredulidade
a desconfiança nasceu
em meio a acusações veladas
realidades mofadas
e tristes verdades
àquele amor...morreu...

domingo, 20 de novembro de 2011

...onde estás...
queria agora
o calor do teu abraço...
descansar nas tuas certezas

te contar minhas tristezas
apenas para te ouvir sorrir
e me falar um pouco mais da vida

meu amor sem limites...
essa estrada é mais triste
tão longe de ti...

me perdoa
se quando estivestes perto
eu não soube ao certo
te amar...

eu julguei errado
 teimei com banalidades
hoje
minha saudade
quer te abraçar...

voltar ao tempo
em que buscava
me olhar em teu reflexo

hoje a brisa veio perfumada
e por muito tempo
teu cheiro ficou em mim...

marcando tua presença
em meio à essa distância sem fim...

ps: saudades....amo-te!!!!! Feliz aniversário....!!!!!

sábado, 19 de novembro de 2011

...enquanto houver em mim
um único suspiro que seja
tenha certeza...
...te lembrarei...


e ainda tão distante
fisicamente 
eu sei
que em meu versos
te falarei
do meu amor


eu deveria ter-te dito
mais vezes
e 
entendido que o amor
há tudo supera


que hoje eu sei
há um tempo de espera
até que possamos nos
reencontrar...


eu tinha tanto para te falar...
mas 
eu achei que tu verias
em meu olhar 
o teu reflexo 


é que as palavras não sabem ao certo
dar o significado aos
meus sentimentos


por um triste momento
fiquei cega 
diante
de tua imobilidade
na tua ausência
chorei de saudade
até perceber que
estarás sempre aqui...
...
parte essencial
da minha poesia


é o fim????
não pode ser
quando o dia anoitece
a mágica se faz presente
e meu coração sente
você voltando para mim...


ps: amo-te!!!!! Feliz Aniversário! ainda que distante lembrarei de ti a cada momento (de todos os meus dias).

sábado, 12 de novembro de 2011

sábado, 12 de novembro de 2011

“Dos afazeres”

Comprar lingerie vermelha,
Pagar açougue e padaria,
Fazer a sopa
adivinhar o teu dia
Deitar de pernas pro ar
Desprender-se de certezas
Quebrar regras
Comer brigadeiro de sobremesa
Sumir com a agenda!
Arrumar a casa - E um jeito de te conquistar...
Quem sabe então
                                                                Te convidar a ficar! #
AUTORA: JACI ROCHA: WWW.ALUANAODORME.BLOGSPOT.COM
LINDO! MANA, LINDO MESMO!


sábado, 5 de novembro de 2011

...basta-me então,
as mazelas de dentro
(dentro de mim)
o externo é pequeno e confuso
se comparado às reformas que
se movimentam em minhas crenças...

basta-me então...
ignorar a confusão geral que me cerca
já que em meu coração
nasceu um juiz, um filósofo e um
morador de rua...

atuando cada um na sua missão...
resvalando uma ilusão
que não me serve...

basta-me então
deslembrar que as chuvas chegaram
e o frio cortante
deixa tudo meio cinzento...com o cheiro
de solidão espalhado no mundo e refletido
nas faces estranhas...

melhor esquecer...pois
em minhas entranhas
uma nova ordem está sendo firmada
amores bandidos deixados na estrada
e um novo reflexo
ainda borrado
luta lado a lado com minha razão...

foi-se minha ilusão
e àquela velha inocência
de menina do interior

...brigam agora...
um lobo e um cordeiro...
às avessas da realidade...
ambos querendo partir...
fugir da responsabilidade
de habitar em mim...
assim...
...basta-me...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011



"Raros"

“Totalmente loucos,
Resolveram estar juntos
E, imperfeitos um para o outro
Estão sendo felizes no PRESENTE!
Sem a eternidade do “para sempre”
Livres!
  límpida força pungente...
Porque perfeição é conceito precário
Pois o natural é vário
e o amor um encontro de  raros...# ”
essa imagem merecia um poema,vc não acha? =D

autora: Jaci Rocha
publicado originalmente em www.aluanaodorme.blogspot.com
lindo mana! merece republicação...comovente...puro como a essência do amor... te amo muito minha princesa rara :)

sábado, 15 de outubro de 2011



...dá-me um pouco mais...
dessa fé , dessa tua certeza
dessa clareza sobre os rituais
...da vida...
...do que é importante esquecer...


fala mais...quero aprender


preciso encontrar o equilíbrio
entre uma verdade horrível
e a magia que há em mim...




diga de novo  
que tudo tem fim
que as desilusões são 
só parte de um caminho ruim
meros espinhos
nas rosas da existência

vela minha inocência
parte  dela morreu
em meio a um pesadelo

maquia minha imagem 
no espelho
disfarça meu sofrimento
não deixe que o mundo perceba
minha decepção...meu lamento...


quinta-feira, 13 de outubro de 2011


OSTRA FELIZ NÃO FAZ PÉROLA
"Ostras são moluscos, animais sem esqueletos, macias, que são as delícias dos gastrônomos. Podem ser comidas cruas, de pingos de limão, com arroz, paellas, sopas. Sem defesas - são animais mansos - seriam uma presa fácil dos predadores. Para que isso não acontecesse a sua sabedoria as ensinou a fazer casas, conchas duras, dentro das quais vivem.
Pois havia num fundo de mar uma colônia de ostras, muitas ostras. Eram ostras felizes. Sabia-se que eram ostras felizes porque de dentro de suas conchas saía uma delicada melodia, música aquática, como se fosse um canto gregoriano, todas cantando a mesma música. Com uma exceção: de uma ostra solitária que fazia um solo solitário.

Diferente da alegre música aquática, ela cantava um canto muito triste. As ostras felizes se riam dela e diziam: "Ela não sai da sua depressão...". Não era depressão. Era dor. Pois um grão de areia havia entrado na sua carne e doía, doía, doía. E ela não tinha jeito de se livrar dele, do grão de areia. Mas era possível livrar-se da dor.

O seu corpo sabia que, para se livrar da dor que o grão de areia lhe provocava, em virtude de sua aspereza, arestas e pontas, bastava envolvê-lo com uma substância lisa, brilhante e redonda. Assim, enquanto cantava o seu canto triste, o seu corpo fazia o seu trabalho - por causa da dor que o grão de areia lhe causava.

Um dia passou por ali um pescador com seu barco. Lançou a rede e toda a colônia de ostras, inclusive a sofredora, foi pescada. O pescador se alegrou, levou-a para casa e sua mulher fez uma deliciosa sopa de ostras. Deliciando-se com as ostras, de repente seus dentes bateram num objeto duro que estava dentro de uma ostra. Ele o tomou nos dedos e sorriu de felicidade: era uma pérola, uma linda pérola. Apenas a ostra sofredora fizera uma pérola. Ele a tomou e deu-a de presente para a sua esposa.

Isso é verdade para as ostras. E é verdade para os seres humanos. No seu ensaio sobre O nascimento da tragédia grega a partir do espírito da música, Nietzsche observou que os gregos, por oposição aos cristãos, levavam a tragédia a sério. Tragédia era tragédia. Não existia para eles, como existia para os cristãos, um céu onde a tragédia seria transformada em comédia. Ele se perguntou então das razões por que os gregos, sendo dominados por esse sentimento trágico da vida, não sucumbiram ao pessimismo.

A resposta que encontrou foi a mesma da ostra que faz uma pérola: eles não se entregaram ao pessimismo porque foram capazes de transformar a tragédia em beleza. A beleza não elimina a tragédia, mas a torna suportável. A felicidade é um dom que deve ser simplesmente gozado. Ela se basta. Mas ela não cria. Não produz pérolas. São os que sofrem que produzem a beleza, para parar de sofrer. Esses são os artistas. Beethoven – como é possível que um homem completamente surdo, no fim da vida, tenha produzido uma obra que canta a alegria? Van Gogh, Cecília Meireles, Fernando Pessoa...”.

(ALVES, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. - São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008. - Página 11-12)

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

a lua é uma moça vistosa
 que se enfeita à espera
do sol

mas ele demora a chegar
incerto do que fazer

toda a natureza
em expectativa
fica aguardando cativa
a resolução de tão
difícil problema

de uma lado a lua
se encobre
do outro o sol
lhe turva a visão

ambos passam o tempo
querendo se aproximar
a lua não vem mais cedo
e o sol insiste em não
se achegar

até as estações do ano
refletem essa guerra silenciosa

às vezes tão quente
noutras
...chorosa...

e essa é a peleja de amor
dos elementos da vida...
o sol ficou com o dia
e a lua...
se escondeu no sereno...
o coração pequeno
com medo
que ele nunca decida voltar...