quinta-feira, 7 de junho de 2012


Tu vistes??
Eu vi...
O tempo novamente mudou...
Depois da tempestade
Veio a tarde...
Tão bela
Qual o primeiro sol
Da primavera
À alimentar o ciclo da vida...

Mas meu olhar
Ainda estava lá
Preso no mesmo dia
Que aconteceu a
Tanto tempo


Ainda vivendo o momento
Em que me dissestes
“adeus”

Não...
Eu não te disse
Que poderias ir

Mas também não te
Pedi para ficar...
 
Há um segredo
Não revelado
Toda vez que o
Passado
Insiste em voltar...

Mas,
Tu vistes??
A vida sozinha mudou a direção
Fiquei tanto tempo
Perdida
Olhando tua partida
Como se ainda agora
Eu ouvisse  o som
Dos teus passos

Mas,
Nossos laços
Há muito
Deixaram
De enfeitar
O presente...

O nosso “eternamente”
Se desfez...

quinta-feira, 24 de maio de 2012



"ELEGIA"

hoje
 
sou só um pingo de tempestade...
àquele que sem vaidade
desprendeu-se do céu...
 
e de volta ao começo de tudo
busca um jeito ... avesso
absurdo de se (re) encontrar...
 
mas,
não mais me espere voltar
eu me perdi em meio
aos devaneios do
meu coração
e
hoje,
em mim
 
toca uma canção...
...de despedida...
 
uma cantiga triste
 
e meu mundo
faz uma elegia
 
pela mais pura magia
que se perdeu...
 
...adeus...

domingo, 22 de abril de 2012


Se não puder voltar para me contar como estás...
Se  não mais poderei segurar em suas mãos...
Diga ao vento que ainda existes em algum lugar...
Deixe que a brisa venha acalentar meu coração...
E me lembrar  o som do teu sorriso...
O timbre da tua voz
Quando falavas comigo


Peça aos céus especial permissão
diga que há um vazio sem tamanho
no seu lugar
peça a Deus pai
para que uma última vez
eu possa te abraçar...

romper essa tênue muralha
entre o aqui e os céus...

foi-se embora a matéria
mas a essência...
àquela que me falava de amor
que me olhava como se soubesse
um segredo

que me dizia para nunca ter medo

ah...essa vive...
e eu sei que em algum momento

em algum lugar entre o mundo e o tempo

a gente vai se encontrar
e enquanto esse dia não vem...
eu fico aqui
regando o jardim da existência

tentando deixar flores a todos os que
passam por mim

porque eu sei que esse mundo não é o fim
mas,
tão somente uma parada...uma breve estação...

...até mais...

...
PS: fiz para meu pai...e publico agora em homenagem à família Martins que separou-se de um dos seus...porque como já disse entre o aqui e o céus...é um segundo...

sexta-feira, 20 de abril de 2012

bailarina ...sem cor...
             ...sem passos...
             ...sem face...
usa como disfarce...uma saia rendada
o queixo erguido...as mãos atiradas ao vento...
bailarina...não faça deslindes sobre a solidão...
tenha pena do meu coração já sofrido...
não sussurres um outro caminho
há espinhos ...eu sei...
também já tentei contornar o destino...
...sonhei desatinos
...me machuquei...
sim...bailarina
...eu também já chorei...
e me vesti de uma ousadia peculiar...
também há coragem na partidae
...a despedida...pode até matar ...eu sei...
nos lugares onde andei...
vi todos os tipos de finais...
gente chorando...sorrindo...chegando...e também partindo...

bailarina...não te revoltes com o destino da flor
ela sabe que nasceu do amor entre o ar e a terra...
sabe que sem ela...a brisa não tocaria o infinito...
e...não há nada mais bonito...que recomeçar...

domingo, 25 de março de 2012


sou dessas que ainda acredita na vida...
que levanta chorando depois de um tombo...
sempre disposta a ser o melhor que eu conseguir ser...

sou dessas que insiste
em sonhar e escutar melodias 
dessas que pensa que um dia
um outro amor vai chegar...\

e vai-me encontrar ainda
crente
ainda latente de entrega

inocente
porque o amor sempre o é...

e não importa as feridas ainda
cicatrizando
sou dessas que
cultiva flores
e
converte em cores 
...a dor...

sou um pouco de tudo que escrevo
das frases insanas
que vêm de dentro
...bem do fundo do meu coração...

sou dessas 
que elabora longas cartas que
nunca serão lidas...

e pondera com a vida
o que não pode ser...

sou dessas que se recusa
a ser déspota
ou cética em relação 
ao que me circunda

eu faço poesia
com a ironia alheia
e transformo o que popularmente
seria  "vulgar"
em algo profundo
pois
transmuto  o mundo
com o que sou
...
não...
eu não me curvo às 
tempestades...
delas sou parte
e me banho 
para renovar...

sou dessas que
ouve
profecias sussurradas
ditas por um anjo que
me foi doado
por Deus

dessas que vive o entremeio
entre o hoje
e uma noite estrelada
noite em que sozinha
em uma estrada
finalmente dirá...Adeus...








quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

...tenho medo...
que o silêncio sempre evoque tormento
e que a saudade
nunca deixe de lado 
o semblante cansado de
quem tanto sofreu...

tenho medo...
de nunca falar o que sinto
ou esquecer que não minto
por muito negar esse amor...

tenho medo
de nunca mais ouvir a melodia do teu sorriso
ou quem sabe
perceber que só contigo é que
consigo ser feliz...

tenho medo
que a distância e o tempo
tragam mais sofrimento
que nada mais vá florescer
que toda a alegria aos poucos
se transforme em agonia...
...e tudo por te querer...!!!!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

numa rápida memória de ti
quase instantaneamente
vejo-te em minha frente
sorrindo!


e teus olhos lindos!
querendo usurpar da boca
o direito de falar...
ah...teu olhar...
quanta coisa de ti me contou...


e minha lembrança
me traz
expressões que há tanto
não vejo mais


e é assim...no meio da tua juventude
que sempre foi marca
de tua existência
que me vem a última vivência
...o adeus...


eu cobro da vida...coerência!
e
alguns direitos
que me foram tirados...


...não pude ver teus cabelos
grisalhos
e tua face marcada de tanto viver
...em cada sugo
eu veria uma história


e pergunto-me agora
quantos teria eu
ajudado a fazer????


roubaram-me o direito
de ver teus passos
perderem um pouco da rapidez
é que eu queria
ser teu guia e
ver-te apoiar-se em mim...
...ao menos uma vez...


roubaram-me sim!
no mais fiel sentido da palavra
a violência ...caracterizada em um
pedaço de minha história que eu
não pude viver...


eu queria um dia contar
que com os anos passados
tua voz havia ganhado um
timbre suave


um quê de vaidade
só permitida aos que venceram o medo


me contarias em segredo
que havias perdido
 um pouco o ar de ironia
pois o tempo trazia
um bálsamo para qualquer dor...


...eu queria...


ver-te de novo menino
com a idade que não mais
se desculpa


queria rir de tuas 
rugas...eu queria sim...


e então...quem sabe
tua face teria ido suave...
com a grandeza de quem
se vai para um outro lugar...
...um outro plano de existência...


...cobro de Deus...coerência!!!!
manda-me um anjo
para explicar...


eu sei que a essência não morre
e tenho em mim as
marcas de quem sentiu
a brisa do amor verdadeiro
que apenas partiu primeiro
...para procurar outros rios...!!!!!


(Mary Rocha)

sábado, 26 de novembro de 2011

...pode ser...
que eu vá logo ver-te...mas tenho compromissos 
                                                                    banais...
e que em nosso encontro tu já não me vejas como queiras....
que nesta passageira estrada...eu tenha ficado perdida...
                                                                          ...à margem de mim...
...se não há fim para a existência, que cor ela tem?
...conte-me para que eu possa ir além de qualquer limite...e enfim...te abraçar...
...mas, pode ser...
que eu nunca chegue até você...e
minha história seja eternamente assim (triste)
que eu cante em meus versos para sempre
a miragem de quem não existe...
eu,
que me apaixono por fantasias ...e...me enamoro de quem 
já partiu...
...todos os dias passo o tempo a perguntar...
qual o sentido da vida?...eis que,
 a cada chegada (e partida)
tento entender...para quem sabe...
não mais precisar voltar...!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

e meu mundo encostou no teu
mas tua verdade me feriu
em mil pedaços me partiu
me tornou descrente

eu te dei a mais doce essência que
em mim havia
para você...uma fantasia
alegoria de carnaval

eu me perdi
andei no abismo
e ninguém viu

quando meu mundo caiu
enlouqueci
sim!
mas nunca pelos motivos que
me foram imputados
pois,
ao seu lado,
te dei meu mais puro
sentir

me perdi
e da tua incredulidade
a desconfiança nasceu
em meio a acusações veladas
realidades mofadas
e tristes verdades
àquele amor...morreu...

domingo, 20 de novembro de 2011

...onde estás...
queria agora
o calor do teu abraço...
descansar nas tuas certezas

te contar minhas tristezas
apenas para te ouvir sorrir
e me falar um pouco mais da vida

meu amor sem limites...
essa estrada é mais triste
tão longe de ti...

me perdoa
se quando estivestes perto
eu não soube ao certo
te amar...

eu julguei errado
 teimei com banalidades
hoje
minha saudade
quer te abraçar...

voltar ao tempo
em que buscava
me olhar em teu reflexo

hoje a brisa veio perfumada
e por muito tempo
teu cheiro ficou em mim...

marcando tua presença
em meio à essa distância sem fim...

ps: saudades....amo-te!!!!! Feliz aniversário....!!!!!