sexta-feira, 5 de novembro de 2010

É tudo tão incerto...

tão intenso...perverso

aperta meu peito

e aprisiona meu coração...

eu te procuro

mas só em mim

é que te encontro

desenhado com esmero

eu te espero

mas não sei onde andarás...

por mundos imaginários

personagem que eu mesma criei

só em mim

tu és assim

cheio de verdades e certezas

de ti... emprestei a

expressão

o sorriso

o disfarce

mas,

o todo é inexistente

eu,

tanto sonhei com a gente

vivi

meros devaneios

que me prenderam

nas grades de minhas carências...

sonhos

que acalentei com cuidado

culpa desse meu mundo

encantado

me aprisionou

ao imaginário do meu querer

mera alegoria

dos meus desejos secretos

infaustos

até para mim

és desencontro

só ilusão

és só fumaça

nada em ti

mais me cerca

ou desperta

meu coração

então fico aqui...

só espera

só saudade

só lembrança

nada em tua face me alcança

tu não és

quem eu aprendi a querer

em ti

não moram meus sentimentos

e já não é o teu toque

que eu sinto em minha pele arder

eu me apaixonei

por uma miragem

como náufrago espera socorro

como peregrino em um deserto

buscando abrigo

tu fostes

a lenda

que eu inventei...

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