sábado, 23 de julho de 2011

um dia, 
um grande poeta falou 
que somos tantos
habitantes em um corpo só
pois,
há dentro de cada ser

um poeta
um louco
e um sábio

um assassino cruel
um amante gentil
e um mito

então eu entendi
que aquele que me faz rir
não é o mesmo que
me derrama num rio de lágrimas
e solidão

e,
todas as vezes
que pensamentos diversos tomam
conta de mim
tudo ao mesmo tempo
há na verdade
uma assembléia em meu
ser
e
é preciso fazer silêncio
e escutar com atenção...

são tantas vozes!
e elas tem tanta certeza do
que deve ser feito

eu só queria lhes dizer...
..."decidam logo...é tão difícil viver
na incerteza!"
depois
sair devagarinho
antes que percebam
minhas fragilidades
...
é perigoso ouvir
as vozes que sussurram
dentro da gente
elas nos contam coisas
que a gente prefere
fingir
que não sabe...

a ignorância
é de certa forma
acolhedora
desconhece
àquele recado
que é enviado
quando algo
que a gente quer
nos é tirado...

é insano
esperar que um par
de loucos escolham
o rumo da minha vida...

eu que sou ágil
eu que sou frágil
eu
destemida...

mas,
eu que sou louca
e rio atoa das tristezas
que assolam meu ser
eu que amo tanto
e amo tanto
até esquecer

eu que ignoro
que imploro pedindo
algo que na verdade
nem quero

eu que suplico
que minto
e desespero

eu...lunática
vim de um mundo distante
só às vezes sou sã

sou
tantas que nem sei dizer

só sei que sempre
volto
para perto dos amores
do meu viver....

amores de toda uma vida
sem regras e sem limitações
mas que uniram em mim
todas as vozes
que ruidosamente
me compõem

amores que permanecem
e nunca esquecem
de para mim
também voltar...

às vezes
nem percebo
quão perto sempre estão

outras tão distantes
mas,
sempre há um toque
do meu coração...
...

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