terça-feira, 9 de novembro de 2010

...hoje meu coração palpita...

domingo, 7 de novembro de 2010

eu te quis de verdade,
mas a vaidade
minha...sua...nossa...
escreveu caminhos diversos
onde a gente não iria mais se
encontrar
eu já tive tanto para te falar
mas,
as palavras se perderam no tempo
e,
assim passou o momento
só restando enfim
a lembrança
eu,
que já tive tanta esperança
agora me sinto cansada
já andei tão longa estrada
mas,
sempre à margem do que eu sonhei
e eu tantas vezes chorei
em cada lágrima
um pedaço do “nós”
já desfeito
e agora,
vem em meu peito
só o vazio tão grande
que ficou
foi por “amor”
...eu sei...
mas,
em cada ferida aberta
um pedaço do nosso sonho
morria
a gente
chorava...sorria...
sem perceber que nossa
história
pouco a pouco...partia
e foram tantas despedidas
tristes...doloridas...
tantas coisas poderiam ter sido
evitadas
por “amor”
a gente ficou na estrada
e nem viu ao certo
quando afinal
tudo em nós...acabou...!!!
não me roube de mim... eu sou tudo que eu tenho você não sabe de onde eu venho... nem me pergunte porque... eu sou aquela que da tempestade nasceu tão frágil e medrosa mas ninguém percebeu... sou fruto da loucura e do medo eu surgi não me pergunte por mim eu estou sempre em construção ando por mundos de solidão tentando somente...entender... o que dói tanto e o que faz doer... quando eu escolhi sofrer... eu não sei... é sem querer mas, não me roube de mim... eu luto muito para me encontrar não me espere voltar... eu não conheço o caminho e me perdi nos espinhos de uma ilusão... eu que atraio raios e me apaixono sempre por quem já está indo... eu que nunca entendi o amor.. e vivo tentando encontrar... um jeito suave...de amar ainda vivo uma história sem fim e de algum lugar da eternidade precisei de muita coragem para voltar... não me roube de mim meu caminho é maior do que eu queria é solitário andar no imaginário mas desenterrar fantasmas é minha missão eu busco sempre o perdão mas nem sei mesmo porque apenas escolhi viver desmanchando nós que não sei se amarrei espalhando um perfume que nunca senti muitas vidas percorri e só agora me achei... te peço, enfim... não me roube de mim...
"... é preciso chuva para florir..." (Almir Sater)
A gente sempre tem medo dos momentos de solidão, daqueles momentos em que a alma se cansa de tudo e precisa de silêncio...precisa de casulo para se reconstruir....
É bem mais fácil ocultar até da gente mesmo os sentimentos do que olhar de frente o que nos amedronta e aceitar...é necessário aceitar...
que às vezes, a gente também dá adeus à quem ama, mesmo com o coração doendo, com os olhos embaçados...mas é preciso aceitar...que ama...que não dá certo...que não é o que a gente queria...somente assim existe a real possibilidade de continuar seguindo em frente...
quando a gente se olha de frente e aceita a imperfeição...aquela característica que tanto incomoda...aquele sonho que é somente isso...um sonho...
que é necessário desprender-se dos laços, correr das amarras da alma...tão difícil...
que às vezes é necessário renunciar...tão doído renunciar a algo que pulsa dentro da gente, como fogo, como um grito que impossibilita ouvir outras vozes...
as correntes da alma podem aprisionar uma vida...se a gente deixar...
mas como saber...
como entender o que aprisiona o que sufoca e o que liberta...eu não sei...
é preciso chuva para florir!!!!
...como se as lágrimas regassem a primavera da vida e trouxessem o doce doce aroma das flores para dentro do coração...
...como se o choro fosse a chave das grades que me prendem nessa prisão (dentro de mim)...
...porque a pior prisão do mundo é o sentimento...quando a alma se torna escrava de uma coisa qualquer...
... quando os sonhos de uma vida inteira de repente se tornam obscuros e sem sentido, pelo simples fato de não se encaixarem nas vontades dominadoras de um querer...
eu não sei...tá tendo uma tempestade dentro de mim...e ainda que eu tente me proteger...os respingos me ferem e então tenho vontade de me molhar... mas eu sei que é preciso continuar...e esperar que o dia novamente floresça...paciência...
...porque toda tempestade é passageira e as construções que eu já edifiquei são mais fortes do que eu pensei...me protegem até de mim e me permitem aos poucos seguir...e esperar novamente a primavera...mesmo que o inverno esteja forte...e o frio alcance meu coração...hoje! mais uma vez...eu digo NÃO...e permito que a chuva passe...que lave meu coração...despenteie minha alma...e momentaneamente...me torne insana...doente de qualquer vontade...
...ainda assim...tenho coragem de prosseguir...
...eu, que já fui filha do vento...amiga das tempestades...eu que já andei à vontade no caos...
...hoje, só quero a paz silenciosa do alvorecer...hoje...só quero esquecer...e novamente recomeçar...alguém já disse, eu sei...todo fim é um recomeço...e é tão bonito ter de novo a chance de escolher...de amar...de conhecer...de deixar partir...quando já não há espaço para ficar..então vá...porque já é tarde e minha passagem está no fim...eu quase fiquei...mas sou viajante...e meu porto é mais ali...livre de tudo, sigo dançando na vida...porque eu vim aprender...desmanchar nós e viver...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

É tudo tão incerto...

tão intenso...perverso

aperta meu peito

e aprisiona meu coração...

eu te procuro

mas só em mim

é que te encontro

desenhado com esmero

eu te espero

mas não sei onde andarás...

por mundos imaginários

personagem que eu mesma criei

só em mim

tu és assim

cheio de verdades e certezas

de ti... emprestei a

expressão

o sorriso

o disfarce

mas,

o todo é inexistente

eu,

tanto sonhei com a gente

vivi

meros devaneios

que me prenderam

nas grades de minhas carências...

sonhos

que acalentei com cuidado

culpa desse meu mundo

encantado

me aprisionou

ao imaginário do meu querer

mera alegoria

dos meus desejos secretos

infaustos

até para mim

és desencontro

só ilusão

és só fumaça

nada em ti

mais me cerca

ou desperta

meu coração

então fico aqui...

só espera

só saudade

só lembrança

nada em tua face me alcança

tu não és

quem eu aprendi a querer

em ti

não moram meus sentimentos

e já não é o teu toque

que eu sinto em minha pele arder

eu me apaixonei

por uma miragem

como náufrago espera socorro

como peregrino em um deserto

buscando abrigo

tu fostes

a lenda

que eu inventei...

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Hoje, eu lembrei de muitas pessoas queridas de minha vida...algumas eu pude abraçar...outras, falei por telefone...sms...enfim..
mas existe alguém cuja existência terrena não mais coincide com a minha...ou então... simplesmente eu desconheço onde andará...e me pergunto...
em que estrela a gente vai se encontrar...quando será... em que rios estará pescando...porque eu sei que em algum lugar ele vive...e seus olhos cor de chumbo ainda tem aquele olhar quente de quem ama...simplesmente ama...ah...como eu queria romper a barreira da vida e num segundo poder te tocar...eu sei que tu não estás em uma lápide fria...esquecido...lá, dorme o corpo que um dia me deu colo e me protegeu dos meus medos...mas a essência que eu amo, vive!
...eu só queria te dizer e te ouvir falar de coisas pequenas...conversas cotidianas tão presentes em minhas lembranças, queria te contar quanta coisa eu já aprendi...e o quanto tenho caído e me deixado levar...me perdido até...
...eu queria te ouvir...queria ser confidente dos teus segredos e dos mistérios que te cercam e que permanecem intatos em mim...
...eu queria só sentir teu cheiro enfim...e me mostrar mais crescida...somente para que teus olhos me devolvessem a criancice que há muito perdi...saudades...
ps: eu te amo!
...

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Ela chegou e não era julho...era setembro...e o mundo inteiro ganhou nova órbita.
Em um dia antes comum...mais um entre tantos... e se antes, setembro era apenas o mês 9 no calendário anual...ah...agora ele tem cores...cheiros...e um nome...Júlia...
Júlia tão preciosa, tão pequena e capaz de despertar sentimentos que nem cabem no peito.
o mundo ganhou novo sentido, novo sim, porque coisas corriqueiras voltaram a ser preciosas, o bolo do sábado, a boneca que ela mais quer, as palavras já tão bem articuladas, os passinhos de uma princesa, no belo caminho do crescimento.
antes dela, tudo era só um rascunho em uma dia meio nublado, faltava o sorriso matreiro, os cachinhos dourados e os olhinhos de céu...
faltava a pureza, faltava a tolice de que sabe que é infinitamente amada, faltava o choro, que às vezes nos lembra como é difícil crescer, ou só o charminho de quem precisa mostrar quem manda...rsss...ela claro....
faltava também o equilíbrio, a certeza de que vale a pena lutar e aprender a ser alguém melhor, para poder ensinar a ela....faltava a consciência de que o lixo tem lugar, e que não pode ser jogado na rua...com ela eu vivi de novo a magia linda do natal, do primeiro dia na escola, daquela queda que fez o coração vir à boca....
ah.. eu nem sei dizer, por ela voltei a acreditar que o mundo pode ser diferente, que as desigualdades podem ser superadas e comecei de novo a sonhar, que nenhuma criança dorme com fome e que como ela...todas recebem as melhores orações do mundo...

sábado, 30 de outubro de 2010

Já não quero o amor das flores

tão belas...marcantes

efêmeras

e cheias de espinho

quero antes,

o amor da montanha

que sobrevive tranqüila

à passagem do tempo

quero ainda,

a certeza do rio

que não seca e nem muda seu curso

já não quero o amor das nuvens

que apesar da suavidade

não possuem textura alguma

...só miragem...

quero antes

o amor de um dia ensolarado

que se mostra com cuidado

e às vezes se deixa levar

porém,

o sol nunca se vai

ainda que o manto da noite

o cubra para descansar...

quero ainda,

o amor suave do Ipê

corajoso não tem medo de recomeçar

às vezes se mostra florido

em sua face mais bela

para depois

se desmanchar em um tapete colorido

no chão...

despido,

só os galhos vazios

a lhe sustentar

porém sua raíz permanece firme

na terra

...seu lugar...

já não quero o amor da borboleta

que da larva nasceu

e alçou vôos coloridos

somente para logo depois...perecer...

quero agora,

o amor de uma rocha

que apesar de ser dura

sustenta o mundo ao redor

sem perigo de despencar...

já não quero o amor

da tempestade

que poderosa arrasta tudo ao redor

quero antes...

ainda...

agora...

amor de calmaria

amor de poesia

que ainda não sei encontrar...!!!!