Para João
…o tempo é vário, João…
uma nota de melodia
num dia qualquer...
uma conta de um escapulário
um rosário
uma prece
...cenário de fé...
não te preocupes com o amanhã
cada amanhecer traz um verbo
singular
um entremeio entre o agora
e o que já não pode ficar...
mas,
não te desesperes João
nem tudo tem explicação racional
às vezes,
a única solução
é deixar o coração escolher
não te permitas entristecer
com a pouca certeza do mundo
pois
a cada segundo
uma nova oração
reescreve os caminhos
de nossas vidas...
não há partida!
apenas...um “até mais”...
Quando você chegar, tome cuidado para não machucar uma parte de mim que somente aqui se expressa! Bem-vindo ao meu mundo particular...
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
terça-feira, 5 de agosto de 2014
ela ainda tinha algo a dizer
mas
a peça acabou
sem um final definido
ela então
olhou para todos os lados
tentando uma maneira
alternativa de interpretar
essa ausência
que se tornou um fenecer
de sua alma
ela
sempre tao ansiosa
e cheia de argumentos
somente calou-se
e
assim passou o momento...
ela queria ter dito
que o amor
e um pedaço
de nós
descrito em um outro
pulsar
ela queria falar
e
contar que apesar de
quase nada saber
ela sabia quem era
e
independentemente
da primavera...
ela sabia florir
mesmo quando
precisasse partir
ainda que quisesse
ficar...
(desconheço o autor da imagem)
domingo, 4 de maio de 2014
...quem sou eu?
não me traduza em uma
estrofe
nem me dê uma
etiqueta
eu sobrevivo
de letras...
como pontos de luz
em uma noite escura
entre a demência e a “cura”
há um quase louco
docemente declamando
poesias...
ele teme ser apenas parte
da paisagem
da passagem
do dia...
que eu sou???
não me mostre um espelho
buscando um reflexo
meu nexo
tem um tom reservado
eu sou feita de nuvem
e me desfaço
na tempestade
dela...
sou parte
e
me reinvento ao primeiro
pingo...
...uma lágrima só...
corajosa
firmando um caminho desconhecido
mas...
meu “ninho”
espera por mim...
quem sou eu??
não me pergunte
afinal,
eu também estou aqui!!!!
me vesti com o corpo adequado
e
neste lugar
tenho encontros marcados
provas...que
com todo cuidado
eu mesma escolhi para mim....
então
não me desenhes
em preto e branco
eu me transmuto
de acordo com o tom
da vida...
e

há cada chegada e partida
dou-me mais uma pincelada...
mais um passo
na minha singular
e particular...estrada...
eu te fotografei na minha lembrança
e
eternizei nossa história
em um poema
sozinha
desmarquei a cena
e "deslembrei" o caminho
que me levava até ti
para não haver o risco
de fraquejar
sim
o amor não acaba
mas
às vezes decide partir
quando vivenciar
tem o poder de
desenterrar
um velho fantasma
eu vi
quando você percebeu
que meu olhar
preteriu o teu
e apenas passou a ser
parte da paisagem
é preciso
muita coragem
para renunciar
quando o corpo arde
e
o coração palpita
quando a fala cala
mas,
a alma grita...
querendo entender
porque?
e
eternizei nossa história
em um poema
sozinha
desmarquei a cena
e "deslembrei" o caminho
que me levava até ti
para não haver o risco
de fraquejar
sim
o amor não acaba
mas
às vezes decide partir
quando vivenciar
tem o poder de
desenterrar
um velho fantasma
eu vi
quando você percebeu
que meu olhar
preteriu o teu
e apenas passou a ser
parte da paisagem
é preciso
muita coragem
para renunciar
quando o corpo arde
e
o coração palpita
quando a fala cala
mas,
a alma grita...
querendo entender
porque?
fala baixinho amor...
fala brando comigo
...eu tenho medo de ouvir-te
tão perto da minha lembrança
olha-me de um jeito afável
não derrame em mim
essa fúria incontida
eu já presenciei
muitas vezes
o amor
pouco a pouco morrer
engasgado de tanto sofrer
eu já fui resto de brisa
tentando aceitar
que às vezes
o mar precisa ir
seguindo a vazante
mesmo que deixe chorando
em outro porto
sua amada...amante...
mas
não desesperes amor
há uma certa delicadeza em deixar
que algo assim vá embora
como se a aurora se renovasse
e
mansamente explicasse
que o amor
sem o alimento adequado
também enlouquece
e
esquece
que nasceu para iluminar
o caminho
dos viajantes...

quinta-feira, 7 de março de 2013
Tão perto e tão longe
a um toque das mãos
distância forçada
sofrida
e
apesar de tudo
...escolhida...
efêmero a ponto de virar fumaça
e ainda
fazer círculos em meu coração...
...eu disse não...
mas teu silêncio e mansa
concordância
fizeram-me chorar
a ponto de não mais dormir
e ainda assim
tentar acordar...
...então tá....
eu preciso agora
aceitar que estarás sempre aqui
e
ver teu olhar me
deixar de lado...lá no passado
num
tempo inacabado
que
gritava por acontecer...
tal qual a brisa
esperando a madrugada
minha alma segue
calada
perdida entre o eu
e você...
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
tal qual cego que
nada vê
seguindo somente os
instintos
qual bêbado que não
percebe a direção
eu andei na
contramão
de mim
atravessei os
abismos que compõem quem sou
...já foi amor...
o mais puro respingar
de ilusões
estilhaçados nos
traços que
a gente desfez...
passou a nossa
vez...
a estação correta
ficou para trás
voltar?
não dá mais
eu me tornei uma
estranha
para o nosso “sentir”
então
como explicar essas
lágrimas turvando minha visão
esse bater pesado
do coração
que insiste em perguntar
acabou??
Onde foi que a
gente errou?
nos traços mal
feitos
nos encontros que
não mais tocaram
minha essência
resumindo-se à
carência do que nem sei...
...lábios estranhos
beijei...
e me intimidei com
tamanha isenção
de querer...
foi sempre você
e agora o que faço com
esse vazio
em meu peito?
O que digo para as
perguntas que não querem calar...
Eu queria te
abraçar e ter certeza
De novo do “nós”
Mas
O você que já foi
parte de mim
Tal qual fumaça num
dia nublado
Como pingo de chuva
No meio de um lago
Perdeu-se na
imensidão do meu sofrimento
Do meu lamento
cansado
De tanto esperar
que um dia viesses...
Tu
Que já fostes o
inteiro teor de
Minhas preces...
Decidistes apenas...partir...
Deixando-me ferida
de morte
À sorte de mim
Foi assim...
Que em um dia
qualquer
Queixando-se de
tanta dor
Minha alma encontrou
um bálsamo
Uma fuga para tão
pungente sofrimento
Como se fora
criança
Querendo um colo
encontrar
Amparou a tristeza
em um abraço
Firmou um laço
Que se fortaleceu
Então olhes para
mim
E me convença que
ainda há solução
É que meu coração
Tem tanto medo
desse querer...
à guisa daquela intempestiva
mulher
Sedenta de “ser”
Somente para estar
...com vc...
Eu me perdi...
domingo, 1 de julho de 2012
não me cubra de rituais
...não há sentido em versos repetidos...
...deixe a mãe natureza em paz...
...mas se quiser lembrar quem eu sou...
...planta uma flor...
que não seja daquelas ornamentais
...prefiro ser...
... margarida que nasce em qualquer
lugar...
... rosa que espalha perfume
...imune à maldade do mundo...
...dá-lhe ao menos um segundo
do teu dia ...
... ela se alimentará da minha essência
delicada...
e
te contará quanta força eu fiz
para cumprir a missão que me foi dada...
...chore se quiser...
um anjo um dia me falou
que há lágrimas em qualquer despedida
...porém...
que minha partida...
não te paralise de dor
...mas,
se
eu for antes de você desta vida...
...encontra-me num fim de tarde
...naquele instante em que o sol beija o
mar...
e tenha certeza
...que enquanto eu puder sentir...
...de qualquer lugar...
...vou te amar...
segunda-feira, 25 de junho de 2012
...eu não sou para ti...
tens em tuas mãos um raro
pedaço do meu coração
solução de um
pesadelo que há tempos
me cerca
...sim...
a porta está aberta
mas não há para onde ir
...eu não sou para ti...
simplesmente porque
a vida quis assim...
deixou-te tão longe de mim
e
ironicamente
apresentou-nos em um sonho...
...eu não sou para ti...
sou rosa brotada em janeiro
meu jardineiro
era excêntrico
e
me vestiu de inúmeros tons
deu-me várias faces...
não!
...eu não uso disfarces...
é que minha alma tem sede
de saber
e se alimenta do lúdico
daquilo que não se pode
ver...
então,
apenas sinta em mim...
eu não sou para ti...
trazes contigo um brilho estranho
os olhos dourados
tem o dom de me distrair
me fazer pensar
...até onde...
...até onde poderia ir...
mas,
...eu não sou para ti...
tenho raízes fincadas em outro lugar
a essência do que me componho
está lá...
e
longe eu fico murchando
qual flor
arrancada do deserto
e
deixada em um estufa...
não perguntes de quem é a culpa...
apenas...entenda...
...eu não sou para ti...
...
domingo, 24 de junho de 2012
...não queiras me reter...
eu me desfiz feito grão de areia
e um rio de lágrimas
me banhou...
...foi por amor...!
mas esta partida
já se desenhava
tal qual o dia
que anuncia uma nova alvorada
ainda que a tempestade não
permita que sol
o clareie
não acuses meu coração de traidor
pois ouço em tua voz
um tom de descrença
um pedaço do “nós”
em suspense
nããão!
não digas que foi de repente
o caminho foi tão dolorido...
como pôde não ouvir meus gemidos
e
minha alma se destroçando...
...que pretensão há
em segurar um grão
que se desfez...???
é insensatez!!!
como chorar por
um dia de primavera chuvoso...
ou pela flor
que desistiu de cair
ignorando que já
se fazia outono...
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